Te quero mansamente, entre as sombras das falsas ilusões.
Te quero como para te ler a cada noite, quero te ler como meu livro favorito, linha por linha, letra por letra, espaço por espaço.
Te quero para tomar tua mão sob o firmamento, e te mostrar os “te amo” escondidos entre as estrelas.
Te quero sobre as folhas de outono, falando de nada ou de tudo, e, em um arroubo de loucura, beber tuas lágrimas enquanto desfaleço em teus lábios.
Te quero para te buscar entre as frases não ditas, entre os pensamentos enterrados, entre as maneiras complicadas quero te encontrar e, depois, não te deixar.
Te quero como para te levar a meus lugares favoritos, e te contar que é ali que me sento, te procurando na névoa de olhares que não são teus, mas ainda assim te procuro.
Te quero para ficarmos loucos de rir, ébrios com nada, e passearmos sem pressa pelas ruas, isso sim, nos dando as mãos, ou melhor, os corações.
Te quero como para te curar, e me curar, e nos curemos juntos, para trocarmos as feridas por sorrisos, e as lágrimas por olhares, daqueles com os quais dizemos mais do que com palavras.
Te quero pelas noites em que faltas, te quero como para escutar teu riso toda a noite, e dormir em teu peito, sem sombras nem fantasmas, te quero como para não te soltar jamais.
Te quero como se quer a certos amores, à antiga, com a alma e sem olhar para trás.