Há fardos que pesamFatigam meus braçosMas estes são levesDepois do esforçoTêm fácil repousoOs pesos que levoCarrego na almaNão posso pousarParar, descansarPor vezes precisoSentar com amigoAs faces lavarFalar, prantearAbraços ajudamE beijos tambémReduzem a cargaCom gestos sutisE olhos gentisNem sempre consigoA voz encontrarNem tudo que guardoSei como expressarEntão vou pro marMe jogo nas ondasAcolhem meu corpoRecebem meu choroEscutam meus gritosQue fogem da vozO mar me abraçaSustenta, levantaNão julga nem dizQue devo fazerPensar ou sentirEntrego-me às águasMe deixo levarPois levo comigoO meu próprio mar.