Tão fácil amarA bela que vejoCom os olhos da menteSempre sorrindoSempre dispostaTão fácilTão falhoTão falsoA bela realSorri, sim, e brincaTambém ralha e zangaOs olhos brilham, é certoMas nem sempre por alegriaHá nela profundezasInsondáveis fortalezasPode ter o cheiro do SolOu de café ou de salÉ só um leve perfumeQue recobre o seu cheiro realEntrega-se à dançaPorque a dança é dela, não minhaO corpo balança, e eu me encantoConvidado, inebriado, privilegiadoEm meus sonhos e delíriosHá beijos, abraços e amassosMas o que ela me emprestaÉ muito mais valioso:Seu tempo, seu carinhoA bela que sonho sou eu num espelhoA real é ela e não euSente, pensa -- e também sonha!Com quê? Não sei, não preciso(Quisera fosse comigo)Mas sonha; isso basta!Porque sonhos se encontram...